sexta-feira, 14 de março de 2008

Nouvelle Photo, uma descoberta no Forum Dança



Para mim, a mais valia e a magia de fazer cursos aqui e ali é não só aprender coisas novas que nos enriquecem, como conhecer pessoas novas e criar novos laços, descobrindo assim novos mundos.
No meu curso de Direitos de Autor no Forum Dança do mês passado, descobri a Elisabete.
Calhou o único lugar no primeiro dia ter sido ao lado dela e depois, como tinha uma festa de anos no dia 8 de Fevereiro, pedi-lhe para me guardar folhas novas que a professora nos desse... e foi assim, por nada de especial, que se criou um laço entre nós.
Lembro-me de ela ter comentado uma vez, no intervalo das nossas aulas, que tinha enviado uns dias antes, umas fotografias para um projecto para as Américas e que se tinha divertido imenso.



Nunca ela imaginou que esse trabalho seria seleccionado para uma exposição famosa em New Jersey! E eu acreditei nela...! Parabéns, Elisabete!

Foi por isso e por ter ficado fascinada pelo trabalho dela, que decidi partilhar a Nouvelle Photo da Elisabete Maisão convosco. E porque obras intelectuais tão originais e geniais como estas merecem ser divulgadas e reconhecidas!!



Esta foto dela foi criada para o Festival do Chocolate de Óbitos deste ano.
Digam lá se o nacional não é bom, hein?

quinta-feira, 13 de março de 2008

Agora é só festas... será por causa da chegada da Primavera?


Mais uma festa dos anos 70 e 80 no mesmo fim-de-semana... desta vez, com projecção de filme e concerto ao vivo.

"Na próxima sexta-feira dia 14 de Março, a Void Creations vai realizar mais um dos seus festões em parceria com a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e o Núcleo de Programação Cinematográfica. A festa, denominada Exploding Plastic Inevitable em homenagem às míticas sessões organizadas por Andy Warhol na Factory, irá ocorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa a partir das 21h30.
O plástico rompe-se por volta das 21h30 com a projecção do documentário "The Velvet Underground and Nico" de Andy Warhol. Pelo sim pelo não, a sessão será acompanhada de uma hora de bar aberto a cerveja; isto porque o documentário requer um estado de atenção e de percepção deveras apurados.
A explosão irá ocorrer por volta das 23h00 com um concerto ao vivo da banda Moksha que nos irá brindar com uma hora eclética de covers de Velvet Underground, acompanhados de projecções de concertos ao vivo dos Velvet Underground.
Pelas 24h00, o inevitável irá surgir com a abertura de duas pistas de dança com diversos sets de dj's:
• Pista 80's / Electro:
- Zero One
- Serotonin
- Lena Cat
- Guests
• Pista 60's / 70's:
- Colectivo aefcsh
São ao todo dois espaços de música e ambientes diferentes a funcionar das 21h30 às 06h00, que se complementam para ilustrar o conceito Exploding Plastic Inevitable."

Estou curiosa! Vai ser um fim-de-semana retro, intenso e bem agitado...
Curiosamente, a Faculdade - onde estou a tirar uma pós - decidiu suspender as minhas aulas neste sábado, para celebrar o dia da Universidade.
Perfeito!
Nada é mesmo por acaso.
O acaso não existe.
Não há coincidências.
O destino cumpre o seu destino.
Concordam comigo?

Patrick Watson hoje na Aula Magna


Hoje descobri Patrick Watson, pelas mãos virtuais do meu estimado orientador musical que eu tanto adoro e admiro... foi ele quem me apresentou os PIXIES! e muito mais...
Pena é ele ter adormecido nestes últimos anos... por exemplo, só hoje me ter avisado que Patrick Watson vai hoje à Aula Magna... mas eu acredito ainda na sua ressureição.
Obrigada, primo lindo. Tenho fé em ti, no teu regresso como musical personnal trainer bem como no teu regresso às aulas de tango argentino.
A música deste cantor é doce e suave... dá para ouvir enquanto se trabalha.
E foi por isso que decidi escrever este mini-post.

terça-feira, 11 de março de 2008

"Fernando e Gabriela" do Teatro da Trindade


Sexta-feira passada fui ver a peça "Fernando e Gabriela" que está no Teatro da Trindade, de 6 a 29 de Março, do Gato que Ladra, Associação Cultural.
A peça é castiça e bem disposta... fez-me lembrar o baile da festa da terra do meu pai, a Freixeda do Torrão, aonde irei passar mais uma Páscoa em família, desta vez rodeada dos meus seis primos mais novos da Freixeda e do meu afilhado de Lisboa, a futura geração das minhas raízes.
O ano passado na festa da Freixeda, convidaram a Mónica Sintra!!!... confesso que falhei essa bela festa pimba... é sempre em meados de Agosto, com um calor abrasador e demasiados migrantes e emigrantes para socializar... prefiro ir na Páscoa com as amendoeiras em flor ou nas geadas do Natal ou na época pré-vindimas dos meus tios... sim, porque fazer vindimas é uma estuxa do pior! Não é um acontecimento tão apetecível e engraçado como se imagina...


Comecei desde cedo a ajudar nas vindimas da minha tia Lena... cheguei mesmo a levar amigas para participar em tamanho evento... uma das minhas amigas, na primeira noite teve pesadelos, só via uvas e mais uvas, parreiras e uvas por todo o lado... é uma verdadeira violência a vindima!
Apanhar uvas, de tesoura na mão e rabo para o ar, à torreira do sol, com sede e dores de coluna, sempre sem parar, de sol a sol, é algo inesquecível que eu fujo e tento evitar de há uns anos para cá... tem a sua piada em família, mas ultimamente, tenho-me apenas oferecido para "aguadeira"! Levo a àgua a quem sonha por ela... toda a gente me recebe com um sorriso, na verdade participo nas vindimas, tenho até, um papel essencial que ninguém esquece e toda a gente anseia... e safo-me à canseira do "rabo para o ar", salvo seja.
Fico de rastos nos dias seguintes ao fim-de-semana das vindimas e por isso, já estou traumatizada para o restos dos dias da minha vida... "não é trabalho para uma rapariga urbana", esta é a minha justificação formal, anti-peso de consciência e socialmente aceite... às vezes, dá jeito fazer uso deste tipo de preconceitos, quando são a nosso favor.
Retomando o meu comentário à peça do "Fernando e da Gabriela"... diverti-me, dancei por dentro e cantarolei até. À sexta à noite, depois de um dia de trabalho, sabe bem uma peça assim, que não obriga a pensar e que obriga a (sor)rir... pôs-me bem disposta! Tem dois actores talentosos que se transformam em palco, com músicas cantadas por eles ao vivo, com letras humorísticas particulares e tem ainda a fabulosa luz cénica de um amigo, o meu único amigo que dá à luz... e que, como sempre, brilha e faz brilhar os artistas/actores.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Max Richter - From the Rue Vilin

Eis um videoclip lindo... a música, a dança num telhado e o pôr-do-sol... lindo. Hummm.... os passos de dança parecem-me salsa...

terça-feira, 4 de março de 2008

XANAX, a disco que eu sempre procurei




Descobri o Xanax numa noite destas numa festa de aniversário de uma amiga.
Era uma festa privada de aniversário, com a DJ Lara e Marta... parece que no Porto são conhecidas por Gigi. A música delas é fabulosa! Passou ABBA, Doce, tudo e mais alguma coisa dos anos 80!
Foi maravilhoso... há tanto tempo que não me divertia assim em Lisboa. A minha vontade era ligar a todos os meus amigos que eu sei que também comigo ficariam a dançar até parar por exaustão...!
E o melhor de tudo é que essa festa vai repetir-se em breve, já no sábado, dia 15 de Março!
E às 5ªas, pelo que percebi, é a noite dos Erasmus e passa musiquita comercial para dança que não se ouve em lado nenhum excepto na Cidade Fm... gosto muito das músicas desta radio mas odeio o reportório dos locutores... irritam-me muito e fazem sentir-me que tenho onze anos e que não sou o target deles... é uma pena. Mas oiço na mesma. Salto é a parte da conversa deprimente.
Uma coincidência engraçada em relação a esta discoteca é que na minha Faculdade, na Tertúlia, chamavam-me Xanax...
Gosto da música do espaço... e lá estarei dia 15 e claro, recomendo!
Fica na Rua do Século, nº 138, na descida de quem vem do Princípe Real, à esquerda... fica mesmo em frente ao Tribunal Constitucional.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Analogias

LOL.... e esta, hein?...
Costuma-se dizer que "a brincar, a brincar, vão-se dizendo as verdades"....
Terá um fundo de verdade o que vem nesta brincadeira que recebi por email? ehehe...
O que vos parece?
Ora bem, o que me apraz dizer é que cada caso é um caso. Este será o meu comentário politicamente correcto.
O outro, que já não o é, concorda convictamente com a verdade da brincadeira das analogias.... ehehe...
Tinha a sua graça se o universo virtual masculino se manifestasse - com verdade e até mesmo, se necessário, sob a veste do anonimato - sobre o ponto supra exposto.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Amanhã esperam-me mais de 800 Kms num dia...



Amanhã Alijó espera-me.... e com ela, mais ou menos 800 kms de ida e volta.
Espero que consiga ditar bem a minha missa e que regresse bem disposta e anestesiada de satisfação por ter conseguido cumprir os votos de paz que carrego, defender a verdade da partilha de uns euros valentes e pedir a devida justiça para a parte de quem lá me levou... e não estou a falar da Rede Expressos, claro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"Expiação" e o estrago de um erro "inocente"



Ontem fui ver este filme Atonement, "Expiação" na tradução portuguesa.
Já tinha ouvido falar maravilhas como também tinha ouvido que não era "nada de especial", mas a verdade é que foi nomeado para melhor filme e melhor banda sonora original nos Globos de Ouro... fui tirar as teimas.
A Time Out também diz alguma coisa... mas cuidado para quem não viu e ainda quer ver, porque diz tudo.
Gostei muito desta segunda obra cinematográfica do jovem realizador do "Orgulho e Preconceito", Joe Wright bem como dos actores (Keira Knightley e James McAvoy), da fotografia e do argumento.
O que mais me assustou (e assusta) é que tudo aquilo podia (e pode) acontecer a qualquer um de nós.
Qualquer um de nós pode ser vítima de um erro "não censurável" alheio ou de acusação aparentemente "inocente" mas falsa, que pode ser o suficiente para destruir a nossa felicidade para sempre.
Também já fui vítima de julgamentos alheios públicos ou confessados, umas vezes com relativa lógica de fundamento, outras completamente infundados... mas até aqui tenho a convicção que essas cruéis condenações, não estragaram a minha felicidade... mas será isso controlável?
Nesta história, não foi... e o drama é que em princípio, não é.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dramas da vida de quem sofre e de quem tem sorte em na verdade nada sofrer


Hoje não me apetece ir à salsa.
Sinto-me murcha, sem energia. Por isso, decidi não ir e escrever este post como desabafo.
Tudo à minha volta anda num reboliço.
As pessoas estão todas doidas e o tempo não ajuda.
Ontem a mãe de uma pessoa que conheço bem suicidou-se, morreram lisboetas por causa da tempestade de domingo, chovem divórcios de pessoas que ainda se amam, pedidos de incumprimento e de alteração de pensões de alimentos miseráveis que mesmo assim, os pais teimam em não pagar, penhoras de vencimentos em execuções por dívidas e por alimentos, telefonemas e pedidos de ajuda, de desabafo e de atenção, de quem não tem ninguém que as ouça ou que lhes dê os bons dias.
Também não ajuda ter de preparar um julgamento para quinta sobre um crime de maus tratos domésticos, um drama diário prolongado durante 20 anos... é irónico ter sido eu, uma miúda, a aconselhar uma graúda a perder o medo e sair de casa.
Isso foi já foi há uns anos quando recebi o caso... Agora ela está bem, já vive com um namorado... mas não ultimamente, não tem dormido bem porque se aproxima o dia do julgamento. Ontem quase chorou de novo ao telefone... temos de ir a tribunal e ela naturalmente tem medo de o encontrar sozinha no corredor... além disso, não quer reviver tudo de novo... ainda por cima, à frente dele e de todos nós.
Às vezes, não percebo mesmo as leis que temos. Qual é a lógica? Ela é a vítima! Como a obrigam a depor como testemunha de acusação? A prova também consta dos relatórios das urgências!
E quase ninguém se preocupou ou conseguiu ajudá-la nesses momentos.
Teve sempre de suportar sozinha, indefesa às agressões, às injúrias, às difamações do marido aos vizinhos... diz quase tudo se eu disser que o julgamento foi marcado para seis anos depois da primeira queixa...
O Estado nem lhe deu casa quando teve coragem para fugir e enfrentar o medo de ser apanhada pelo "arguido-cônjuge"... a polícia nunca nada pôde fazer senão acumular na esquadra queixas-crime da mesma pessoa contra a mesma pessoa e por causa do mesmo assunto... pois nunca foi flagrante delito... tudo se passava em casa e de cortinas bem fechadas.
Fui dando o que pude e o que sabia, o que não foi nada para o que ela viveu no dia-a-dia de um casamento... de medo.
Foi das primeiras oficiosas que recebi... lembro-me que na altura me sentia assustada e desajustada à sua realidade e ao meu papel.
Era uma miúda sem experiência de vida para lidar ou ajudar uma pessoa naquela situação ou com aquele tipo de problema. Sempre que com ela falava, agradecia a minha sorte em ter tanta sorte... pouco ou nada sabia dizer, fazer ou dar de conforto, mas mesmo assim ela ainda hoje me agradece.
Perante isto, o que dizer dos meus dramas diários?... patéticos, claro!
Por exemplo, a maldita Emel... que inferno!...
Odeio a EMEL, odeio aqueles verdes homens ambulantes de máquina na mão, sempre prontos a disparar... nunca pensei sentir ou verbalizar isto assim... mas é a pura verdade, não nutro por eles mesmo nada de bom.... acreditem. Se eu fosse Presidente da Câmara de Lisboa, extinguiria a EMEL, mesmo sabendo o jeito que dá na amortização do empréstimo da Câmara!
Por cautela e em busca da minha tranquilidade diária, ando agora a pé e de metro... para não ser bloqueada... para fugir à renda diária de dezenas de moedinhas amarelas que quase nunca tenho na carteira. Quem tem?
Eu sei, eu sei... posso aderir ao método da raspadinha... mas não me rendo! Prefiro andar a pé e usar os transportes públicos! Não é essa a teleologia da existência da EMEL? Que assim seja!
Andei toda a semana passada, em sprints anti-Emel e a espreitar freneticamente pela janela por causa do carro.
A parte gira... é a cumplicidade e a solidariedade que se cria entre "colegas de carros estacionados sem pagar"... cheguei mesmo ao ponto de um dos meus colegas de escritório me mandar pelo ar a chaves do carro dele e 0,50€! Safei-o... o homem verde já se aproximava com um sorriso vampiresco.
Ao que se chega.... pagar para ter o carro estacionado na via pública... que loucura, que abuso!
Hoje é banal pagar para estacionar, para evitar a fita amarela enrolada no nosso carro e a taxa do reboque e do parque da Polícia Municipal.
Já ninguém discute isto... "paga, cala-te e safa-te" é o lema instituído. Que infelicidade.
Ainda hoje pasmo com a resposta da mulher-polícia que recebi quando na semana passada a interpelei, entretida e satisfeita a multar e bloquear os carros aqui em baixo na rua. Disse assim, foi hilariante...: - "Vai ver que agora toda esta rua vai ficar limpinha!". Fiquei bloqueada e sem resposta.
Quid juris?